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Dicas de como ajudar a fortalecer o senso crítico do seu filho

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A escola constitui um contexto diversificado de desenvolvimento e aprendizagem por reunir diversidade de conhecimentos e atividades permeados por conflitos.

É nesse espaço físico, psicológico, social e cultural que o desenvolvimento global acontece com as atividades programadas. O sistema escolar, além de envolver pessoas com características diferenciadas, inclui um número significativo de interações contínuas e complexas em função dos estágios de desenvolvimento do aluno. Trata-se de um ambiente multicultural que abrange a construção de laços afetivos. Além disso, também o preparo para a inserção na sociedade. Isso tudo auxilia o aluno no desenvolvimento do senso crítico.

O professor é um agente de formação porque ele é o mediador do conhecimento. É através dele que o aluno recebe a motivação, apoio e incentivos, trabalha valores, e educa para a vida. A participação da família é elemento importante resgatar os valores humanos para a formação humana do aluno.

Formação tem a ver com formar, com forma. É um conjunto de ações ou de procedimentos que dão formato. É dar forma a algo. No caso dos seres humanos, pode-se falar em dar forma no conjunto das relações humanas, da razão e da emoção, da ação sobre a natureza sobre si mesmo e sobre os outros.

Origem das relações humanas

Desde os tempos primordiais, o homem vem construindo a sua história interferindo na natureza e na sociedade. Essa interferência faz com que o homem descubra e utilize as leis, desejando viver bem com ela. Assim, o homem se forma e transforma o meio natural em meio cultural em prol do bem-estar, ao mesmo tempo em que humaniza a natureza. Como ele age no meio, assim também o faz com a sociedade em busca de um horizonte mais humano. Nesse processo, ele humaniza a natureza e a vida dos homens em sociedade.

Aí o ato pedagógico entra em ação. É uma ação do homem sobre o homem, de forma que juntos possam construir uma sociedade mais justa. Certamente, também, com melhores chances de todos sentirem-se realizados.

O mais importante na Formação Humana é a integralidade do “ser e pensar” de cada indivíduo no mundo. Essa formação prepara o ser humano para produzir as condições de reprodução da vida e das formas sociais da organização. Assim, poderá construir o modo de vida livremente, tendo autonomia para organizar os modos de existência e sendo responsável pelas suas ações, tornando-se um ser humano ético, com senso crítico.

A formação humana da criança: ser, ver e viver

A formação humana do aluno eleva significativamente o seu modo de ser, ver e viver, e é de se esperar que ela (quem?) tenha condições para que aluno faça escolhas de forma saudável, planejando e desenvolvendo atividades que contribuam para que se torne um cidadão responsável e comprometido com o bem-estar e com o bem comum.

Outro ponto importante que a escola como um todo deve levar em consideração, no processo de formação humana, é a questão dos sentimentos, dos valores que as crianças, jovens e adolescentes trazem em suas experiências.

Portanto, entendemos que durante o processo de formação as crianças, jovens e adolescentes entrarão em contato com a frustração, com o erro, com as limitações, com exigências de disciplinas e assim com o apoio da escola, dos educadores e da família vão aprender a melhor entender e consolidar os valores e conceitos como tolerância, respeito, moral, ética, compreensão e profundidade nos seus sentimentos.

Aprender em família a desenvolver o senso crítico

Não podemos deixar de falar na família, uma importante instituição de aprendizagem dos alunos, pois é nela que se dão as primeiras experiências de vida e os conhecimentos informais, recebidos dos familiares e das pessoas que o cercam.

É na família que temos um agente de socialização primária, transmitindo às crianças, desde o nascimento os padrões de vida e de comportamento, hábitos, costumes, padrão de linguagem, maneiras de pensar, de agir, de se expressar etc. e que são internalizados no “Eu”.

A família e a escola devem formar uma equipe, sendo fundamental que, tanto a escola quanto a família, trilhem o mesmo caminho no que diz respeito a princípios e critérios, para que os objetivos que desejam atingir sejam possíveis.

É de se esperar que cada uma faça a sua parte para que realmente atinja o objetivo principal, conduzindo crianças e jovens a um futuro melhor. Os pais, pela sua importância moral, oferecem um exemplo real, que tem força de convencimento e motivação para o processo de formação humana.

De acordo com Tiba (2002, p.181), “[…] Para a escola, os alunos são apenas transeuntes psicopedagógicos. Passam por um período pedagógico e, com certeza, um dia vão embora. Mas, família não se escolhe e não há como mudar de sangue. As escolas mudam, mas os pais são eternos […].

Envolver os familiares nesse desafio significa não apenas assegurar uma melhor qualidade e efetividade das ações promovidas, no âmbito da escola, mas também garantir que os alunos estejam imersos em permanente processo educativo, mesmo quando deixam o espaço escolar, propiciando a eles uma segurança na aprendizagem para que venham a criar cidadãos críticos capazes de enfrentar complexidades das situações que surgem na sociedade”.

Parceria do bem

A parceria entre a família e a escola traz impactos positivos não só para a vida e para a formação do aluno, como também reanima a escola. Afinal, a escola nunca deve ocupar o papel dos pais na vida do aluno. Cada qual tem suas funções na educação e essas funções são complementares. Em outras palavras, o melhor caminho é seguir juntos de mãos dadas.

Na família e na escola, é importante existir o amor que dialoga, o amor que abraça, que perdoa, que ouve com os ouvidos do coração, que auxilia as crianças a aprender, valorizar e a ter projetos de vida, lutar e procurar manter acesa a chama do amor em todos os seus atos e atitudes, sendo possível construir um senso crítico capaz de enfrentar as dificuldades e ir em busca de um mundo que prevaleça a justiça e igualdade.

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